domingo, 20 de janeiro de 2013

HORÁRIO PARA O INÍCIO DO SÁBADO com J. N. Andrews




HORÁRIO PARA O INÍCIO DO SÁBADO
 J. N. Andrews

Artigo publicado na Review and Herald, em 04/12/1855, em Battle Creek


Para determinar essa questão, é evidente que muito peso deve ser atrelado à maneira na qual o criador regulou o começo do dia na criação. Pelo mesmo tempo no qual o primeiro dia começou, também deve ele terminar, e onde o primeiro dia começou e acabou, deve ser assim também com o segundo, terceiro, quarto, quinto, sexto e sétimo dia. E onde os dias da primeira semana começaram e terminaram, assim também os dias de todas as semanas subsequentes começam e terminam. Dessa forma, a importância de se determinar, o mais perto possível, o tempo no qual o dia começou na semana da criação.



Como devemos entender a palavra “dia” no primeiro capítulo de Gênesis? Eu respondo que ela é usada com dois significados. Primeiro, é usada por Deus para dar nome à luz, em distinção das trevas, que foi chamada noite. Em outras palavras, ela é aplicada à parte de 24 horas que é luz. Segundo, é usada para nomear a sétima parte da semana, ou o período inteiro de 24 horas. O verso 5 de Gênesis apresenta exemplos onde ela é usada em cada um desses sentidos. “E Deus chamou à luz dia e às trevas Ele chamou noite: e a tarde e a manhã o primeiro dia”. É com a segunda definição no uso da palavra dia que estamos agora interessados. Mas aqui alguns irão se opor a nós negando que a palavra dia seja usada para designar um período de 24 horas, ou, em outras palavras, que a noite está sempre nas Escrituras incluída no dia. É apropriado que esse ponto seja brevemente observado. É dito em Êxodo 20:11 que “em seis dias fez o Senhor o céu e a terra”. Isso estabelece o fato de que os seis dias começam com o ato da criação, ou, para usar uma expressão diferente, o primeiro dia da semana começou com o ato de Deus em formar o Céu e a terra. Havia profunda escuridão até depois que o Espírito de Deus se moveu sobre as águas. O próximo ato do Senhor foi a criação da luz. Então, tendo dividido a luz das trevas, Ele designou a luz como dia e as trevas como noite. Isso demonstra que a noite foi a primeira divisão do primeiro dia e, consequentemente, se a ordem divina fosse seguida, a primeira divisão de todos os dias seguintes.



Para que a força desse argumento apareça, apresentamos os primeiros cinco versos de Gênesis:

“No princípio criou Deus os Céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sob a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre as águas. E disse Deus: Haja luz. E houve luz. E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas. E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde a manhã o dia primeiro.”



O Dr. Olarke, em sua nota sobre Mateus 28:1, afirma que, em hebraico, a mesma palavra significa tanto tarde como noite. Ele cita Gênesis 1:5 como um exemplo para o seu uso nessa forma. Assim, parece que a expressão “E foi a tarde e a manhã o dia primeiro” é o mesmo como se dissesse “a noite e a manhã o dia primeiro”. Isso é um fato muito importante, pois prova claramente que a noite é computada, não apenas como uma parte do dia de 24 horas, mas como uma forma da sua divisão. Lembremo-nos que a palavra aqui usada para dia significa um dos sete períodos que perfazem a semana. É digno de nota que cada um dos dias sobre os quais Deus trabalhou na criação é representado como constituído da mesma grande divisão como a do primeiro dia.



No verso 8 temos: “E chamou Deus à expansão Céus. E foi a tarde e a manhã o dia segundo.”

No verso 13 temos: “E foi a tarde e a manhã, o dia terceiro.”

No verso 19 temos: “E foi a tarde e a manhã, o dia quarto.”

No verso 23: “E foi a tarde e a manhã, o dia quinto.” No verso 31: “E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto.”





Também deve ser notado que mesmo os 2300 dias são assim constituídos. Eles são 2300 dias literais, simbolizados em 2300 anos. A nota de rodapé, a qual dá a palavra hebraica original, chama cada um desses dias “noite manhã”.



A lei de Moisés é um testemunho direto sobre um ponto que está diante de nós. Ou em vez disso, poderia se dizer para determinar de uma forma autoritária, o fato de que a noite é uma parte do dia, e que o dia começa com a noite.Leviticos23:32. “Sábado de descanso vos será, e afligireis as vossas almas; desde a tardinha do dia nono do mês até a outra tarde, guardareis o vosso sábado.” Este texto define o décimo dia do sétimo mês, e assim fazendo, também define os outros dias do mês, e como consequência, todos os outros meses. O texto nos diz que o dia décimo começa com a noite, no fechamento do nono dia, e ele (o décimo dia) se estende até o próximo pôr-do-sol. Ninguém pode anular este testemunho. De acordo com esse fato, lemos que os judeus, na tarde do dia da preparação, quiseram que fossem quebradas as pernas dos que estavam crucificados, a fim de que eles não permanecessem sobre a cruz no sábado. João 19:31. E também que quando Jesus foi tirado da cruz, no tarde daquele dia, “o sábado se aproximava”. Lucas 23:54. Diz-se também em João 19:41 e 42: “ No lugar onde Jesus foi crucificado havia um jardim, e nesse jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda havia sido posto. Ali, pois, por ser a véspera do sábado dos judeus, e por estar perto aquele sepulcro, puseram a Jesus.” A ideia é, evidentemente, que eles enterraram nosso Senhor num sepulcro que estava ao alcance da mão, a fim de que pudessem terminar Seu sepultamento no dia da preparação e antes do início do sábado.



Além do exposto, não deve ser impróprio apresentar vários exemplos em que a noite é contada como uma parte do dia, ou como incluída no dia. Chamamos a atenção para o seguinte: 1 Samuel 26:7, 8. “Foram, pois, Davi e Abisai de noite ao povo; e eis que Saul estava deitado, dormindo dentro do acampamento, e a sua lança estava pregada na terra à sua cabeceira; e Abner e o povo estavam deitados ao redor dele. Então disse Abisai a Davi: Deus te entregou hoje nas mãos o teu inimigo; deixa-me, pois, agora encravá-lo na terra, com a lança, de um só golpe; não o ferirei segunda vez.” Aqui a noite é certamente incluída no dia. O mesmo fato irá aparecer em Êxodo 12:41 e42. "E aconteceu que, ao fim de quatrocentos e trinta anos, naquele mesmo dia, todos os exércitos do Senhor saíram da terra do Egito. Esta é uma noite que se deve guardar ao Senhor, porque os tirou da terra do Egito; esta é a noite do Senhor, que deve ser guardada por todos os filhos de Israel através das suas gerações.” Apresentamos também as palavras do anjo, endereçadas aos pastores de Belém, em Lucas 2:8-11: “Ora, havia naquela mesma região pastores que estavam no campo, e guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho. E um anjo do Senhor apareceu-lhes, e a glória do Senhor os cercou de resplendor; pelo que se encheram de grande temor. O anjo, porém, lhes disse: Não temais, porquanto vos trago novas de grande alegria que o será para todo o povo: É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” Nessas palavras o anjo certamente reconhece a noite como parte do dia. Por fim, apresentamos as palavras do Senhor Jesus, em Marcos 14:30. "Replicou-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes tu me negarás.” Também em Lucas 22:34: "Tornou-lhe Jesus: Digo-te, Pedro, que não cantará hoje o galo antes que três vezes tenhas negado que me conheces.” Com essas palavras de nosso Senhor, o argumento de que os dias da semana começam com a noite e que neles estão incluídas as 24 horas, pode agora ser apropriadamente encerrado. Permanece ainda a ser observadas uma ou duas objeções para as quais já têm sido apresentadas provas.



Tem sido contestado que o dia, de acordo com Mateus 28:1, começa ao amanhecer. Ele diz o seguinte: “No fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.” Mas uma inferência extraída deste texto não pode ser suficiente para destruir o testemunho direto já apresentado - que o dia começa com a noite. Mas voltando-se para João 20:1, veremos que essa inferência é inadmissível: “No primeiro dia da semana Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra fora removida do sepulcro.” Esse texto declara plenamente que aqueles que foram ao sepulcro "quando ainda estava escuro", vieram no primeiro dia da semana. Esta é uma evidência direta de que o primeiro dia da semana inclui pelo menos uma parte da noite que segue o sábado. A nota do Dr. Clarke sobre Mateus 28:1 contém as seguintes palavras: [No final do sábado] Opse de sabbaton. Depois do final da semana – essa é a tradução dada por vários eminentes críticos, e desta forma a palavra opse é usada por eminentes escritores gregos. Mateus, portanto, afirma que as mulheres vieram ao sepulcro depois do sábado, cedo, no primeiro dia da semana.



A criação do sol, no início do quarto dia é presumida para provar que o dia deve começar com o nascer do sol, ou como outros supõem, ao meio-dia.



Citamos as palavras de Moisés em Gênesis 1:14-18. "E disse Deus: Haja luminares no firmamento do céu, para separar o dia da noite; sejam eles para sinais, e para estações, e para dias e anos, e que sejam para luminares no firmamento do céu, para alumiar a terra, e assim foi. E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, eo menor de luz para governar a noite: ele fez também as estrelas. E Deus os pôs no firmamento do céu para alumiar a terra, para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom.”



Aqueles que argumentam assim, afirmam que na criação, o sol deveria estar justamente nascendo, ou como dizem outros, deveria ser primeiramente visto no meio do céu. Mas esse tipo de raciocínio é falacioso. No momento em que o sol apareceu pela primeira vez nos céus, no ponto mais ao leste em que ele poderia ser visto, ele apareceria justamente no ato do seu ocaso. Num ponto mais a oeste, o sol apareceria no meio do Céu, enquanto que no extremo oeste em que pudesse ser visto, ele estaria apenas se elevando acima do horizonte. Portanto, não é irrazoável concluir que naquele lugar no Oriente (talvez o Jardim do Éden), onde o dia começa o circuito do globo, o sol, por ocasião da sua criação, estava no seu ocaso (pôr-do-sol). Isso nos dá uma visão harmoniosa da obra do Criador. Começava a cada dia com a noite, e como desse modo começou no quarto dia, o sol quando primeiramente visto, estava se pondo. E, continuando seu curso em direção ao oeste, levou consigo o pôr-do-sol em volta do globo. E esta visão de que o dia começa no Oriente e viaja ao redor do mundo é de grande importância. Ela tira a objeção de que não podemos guardar o sábado a menos que vivamos na Palestina, pois guardamos o dia como ele chega até nós, e como o sábado faz o circuito do globo, toda a família humana tem o privilégio de observar o dia de descanso do Criador.



Acreditamos que o testemunho das Escrituras dá provas suficientes para estabelecer o fato de que o dia começa com o pôr-do-sol. A próxima inquirição, portanto, apropriadamente se relaciona com o começo da noite. Qual é o testemunho da Bíblia sobre isso? Moisés define assim o início da noite, em Deuteronômio 16:6. “Mas no lugar que o Senhor teu Deus escolher para ali fazer habitar o Seu nome; ali sacrificarás a páscoa à tarde, ao pôr-do-sol, ao tempo determinado da tua saída do Egito.” Esse texto parece assentar a questão de que a noite é ao pôr-do-sol. Mas Êxodo 12:6 poderia ser alegado como uma modificação do texto citado: "E o guardareis até o décimo-quarto dia deste mês; e toda a assembleia da congregação de Israel o matará à tardinha.” Na nota de rodapé está escrito “entre as duas tardes”. Essa nota remete ao hebraico literal, e é portanto digna de respeito. É dito que “entre as duas tardes” significa às 3 da tarde. Se isso está correto, mostra que o pôr-do-sol, em Deuteronômio 16:6, é uma expressão indefinida. Mas Gascnius, em seu Léxico Hebraico, diz que entre as duas noites, de acordo a opinião melhor aceita, era o intervalo entre o pôr-do-sol e a noite. Se Isso está correto - e certamente não há uma mais alta autoridade não inspirada como Gescnius-remove a aparente contradição entre Êx. 12 e Dt. 16, e mostra que ambos concordam sobre o pôr-do-sol. Greenfield, em seu Léxico do Novo Testamento, diz que as duas terdes eram contadas pelos hebreus de duas formas: a primeira, desde a hora nona (3horas da tarde) até o pôr-do-sol; a segunda, do pôr-do-sol até a escuridão. O Léxico do Novo Testamento de Rotinson diz o mesmo. Isso concordaria muito próximo com o que diz Gescnius.



A seguir, introduzimos Levítico 22:6, 7: "O homem que tocar em tais coisas será imundo até a tarde, e não comerá das coisas sagradas, mas banhará o seu corpo em água e, posto o sol, então será limpo; depois comerá das coisas sagradas, porque isso é o seu pão.” Este texto parece não necessitar de comentários. Tarde parece ser claramente definido como “ao pôr- do -sol”. A pessoa que estava imunda até à tarde, ficava limpa ao pôr-do-sol. Veja também Deut. 23:11 e 24:13 e 15. O texto a seguir parece ensinar a mesma coisa:



Josué 8:29: "Ao rei de Ai enforcou num madeiro, deixando-o ali até a tarde. Ao pôr-do-sol, por ordem de Josué, tiraram do madeiro o cadáver, lançaram-no à porta da cidade e levantaram sobre ele um grande montão de pedras, que permanece até o dia de hoje.” Josué 10:26-27, define tarde da mesma maneira: “Depois disto Josué os feriu, e os matou, e os pendurou em cinco madeiros, onde ficaram pendurados até a tarde. Ao pôr do sol, por ordem de Josué, tiraram-nos dos madeiros, lançaram-nos na caverna em que se haviam escondido, e puseram à boca da mesma grandes pedras, que ainda ali estão até o dia de hoje.” Veja também Juízes 14:18, 2 Sam. 3:35. Tarde também é definida em 2 Crônicas 18:34. "E a peleja tornou-se renhida naquele dia; contudo o rei de Israel foi sustentado no carro contra os sírios até à tarde; porém ao pôr-do-sol morreu.”



O Novo Testamento define noite como pôr-do-sol em dois lugares. Três dos evangelistas mencionam o mesmo fato; dois deles afirmaram que o fato ocorreu à tarde, e dois dizem que o fato ocorreu ao pôr-do-sol. Mateus 8:16 diz: “Caída a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e Ele com a sua palavra expulsou os espíritos, e curou todos os enfermos.” Em Marcos 1:32 diz: “E tendo chegado a tarde, quando já se estava pondo o sol, trouxeram-lhe todos os que se achavam enfermos, e os endemoninhados.” Lucas 4:40: E, ao pôr-do-sol, todos os que tinham enfermos de várias doenças lhos traziam; e pondo as mãos sobre cada em deles, os curava.” A partir de Marcos 1 verifica-se que esse evento ocorreu no pôr-do-sol que se seguiu ao sábado, consequentemente , é clara a razão por que esperaram até o pôr-do-sol para trazerem os doentes: eles esperaram o encerramento do sábado.



A seguinte passagem é considerada para provar que o dia, em algumas estações do ano, não iniciava até após o pôr-do-sol. Neemias 13:19, diz: “E sucedeu que, ao começar a fazer-se escuro nas portas de Jerusalém, antes do sábado, eu ordenei que elas fossem fechadas, e mandei que não as abrissem até passar o sábado e pus às portas alguns de meus moços, para que nenhuma carga entrasse no dia de sábado.” Talvez alguma dúvida surja por uma leitura desatenta do texto. Ele não diz “quando começou a escurecer em Jerusalém”, mas diz “dando as portas de Jerusalém já sombra antes do sábado” (NT: Almeida Antiga). Agora, eu penso que isso significa simplesmente que, aproximando-se o pôr-do-sol, os portões do lado oeste começavam a fazer sombra e, naquele momento, eles deveriam ser fechados para que tudo estivesse quieto quando o sábado começasse. Esse ponto de vista parece-me razoável e harmoniza o texto com todos os outros testemunhos apresentados.



A parábola de Mateus 20:1-12 tem sido apresentada para provar que o dia começa às 18 horas. “Porque o reino dos céus é semelhante a um homem, proprietário, que saiu de madrugada a contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com os trabalhadores o salário de um denário por dia, e mandou-os para a sua vinha. Cerca da hora terceira saiu, e viu que estavam outros, ociosos, na praça, e disse-lhes: Ide também vós para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram. Outra vez saiu, cerca da hora sexta e da nona, e fez o mesmo. Igualmente, cerca da hora undécima, saiu e achou outros que lá estavam, e perguntou-lhes: Por que estais aqui ociosos o dia todo? Responderam-lhe eles: Porque ninguém nos contratou. Disse- lhes ele: Ide também vós para a vinha. Ao anoitecer, disse o senhor da vinha ao seu mordomo: Chama os trabalhadores, e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até os primeiros. Chegando, pois, os que tinham ido cerca da hora undécima, receberam um denário cada um. Vindo, então, os primeiros, pensaram que haviam de receber mais; mas do mesmo modo receberam um denário cada um. E ao recebê-lo, murmuravam contra o proprietário, dizendo: Estes últimos trabalharam somente uma hora, e os igualastes a nós, que suportamos a fadiga do dia inteiro e o forte calor.”



Os argumentos tirados desse texto são os seguintes: há doze horas no dia; a terceira hora é às nove horas; a hora sexta é ao meio-dia; a hora nona é às três horas, a décima-primeira hora é às 17 horas, e dessa hora em diante, até à noite, havia apenas uma hora. Assim, concluem, que a tarde era às 18 horas. Os defeitos no argumento exposto são estes:



1. As horas do Novo Testamento não são as mesmas que as nossas horas. Para nós, uma hora são 60 minutos, e nunca é mais nem menos. Mas, no Novo Testamento, a hora é a décima-segunda parte do espaço de tempo entre o nascer e o pôr-do-sol. Consequentemente, as horas eram mais longas ou mais curtas, de acordo com a estação do ano. É verdade que como a hora sexta se dava no meio do dia, ela vinha sempre às 12 horas (meio-dia); mas a décima-segunda hora, ou a tarde, vinha sempre ao pôr- do- sol.



2. A divisão do dia em horas não foi um desígnio divino, mas originou-se com os pagãos!!!



O mesmo argumento foi elaborado a partir de João 11:9: "Respondeu Jesus: Não são doze as horas do dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo”. Diz-se que, se há 12 horas no dia, então a sexta hora do dia é ao meio-dia, e se há seis horas antes e seis horas depois do meio-dia, segue-se que o dia de doze horas começa às seis da manhã e termina às seis da tarde, e que um dia de 24 horas teria, é claro, que começar e terminar às seis da tarde.

Esse argumento seria conclusivo se as premissas fossem corretas. O mesmo defeito existe neste argumento como no encontrado em Mateus 20, em que as horas não eram de 60 minutos como as nossas, mas era a décima-segunda parte do tempo transcorrido entre o nascer e o pôr-do-sol. Daí decorre que as horas estavam constantemente variando em extensão, mas a noite se dava invariavelmente ao pôr- do- sol. Consequentemente Mateus 20:1-12, e João 11:9 não entram em conflito com o testemunho apresentado de que o dia começa ao pôr-do-sol. Seria de se esperar que nós pudéssemos provar o argumento de que as horas eram a décima-segunda parte do espaço de tempo entre o nascer eo pôr-do-sol. Isso nós o faremos agora.



Os judeus contavam 12 horas no dia e, é claro, cada hora do dia, assim contada, deveria ser alguma coisa mais longa ou mais curta, de acordo com as diferentes épocas do ano, naquela região. (Notas de Clarke sobre João 1:39). Os judeus, assim como muitas outras nações, dividiam o dia do nascer do sol ao pôr-do-sol em 12 partes iguais; mas essas partes de horas eram mais longas ou mais curtas, de acordo com a estação do ano. (Notas de Clarke sobre João 11:9). Os judeus (por uma contagem adotada dos gregos) dividiam seu dia - ou o espaço de tempo do nascer do sol até o pôr-do-sol –em 12 horas, é claro, variando um pouco de acordo com a estação do ano. (Notas de Bloomfleld sobre João 11:9). Nos livros do Novo Testamento vemos claramente o dia sendo dividido em 12 horas, da mesma maneira que faziam os Gregos e Romanos. Essas horas eram iguais umas às outras, mas desiguais com relação às diferentes estações. As 12 horas dos mais longos dias do verão eram muito mais longas do que as mais curtas horas do inverno.



“Os escritores sagrados geralmente dividem o dia e a noite em doze horas desiguais. A hora sexta é sempre ao meio-dia durante todo o ano, e a décima-segunda hora é a última hora do dia. Mas no verão, a décima-segunda hora, assim como todas as outras, era mais longa do que no inverno.” (Enciclopédia do Conhecimento Religioso).



“O dia era dividido em 12 horas, as quais, é claro, variavam em extensão, sendo mais curtas no inverno e mais longas no verão.” (Dicionário Bíblico e Teológico de Watson).



“Os judeus dividiam o espaço de tempo do nascimento do sol até o pôr-do-sol, sendo os dias mais longos ou mais curtos, em 12 partes, assim o número de horas dos seus dias durante todo o ano eram as mesmas, apesar de serem mais curtas no inverno do que no verão.” (Nota de Cottage Bible sobre João 11:9).



Os judeus contavam os seus dias de pôr-do-sol a pôr-do-sol, de acordo com a ordem que é mencionada no primeiro capítulo de Gênesis, por conta do trabalho da criação. E foi a tarde e a manhã o dia primeiro. Seu sábado, ou sétimo dia, começou no pôr-do-sol do dia que chamamos sexta-feira, e durou até o mesmo horário no dia seguinte. Quando nosso Salvador estava em Cafarnaum, pensava-se ser errado trazer os doentes para serem curados enquanto ainda era sábado, "E, tendo chegado a tarde, quando já se estava pondo o sol, trouxeram-lhe todos os que se achavam enfermos, e os endemoninhados. E toda a cidade se ajuntou à porta.” Marcos 1:32-33. O tempo entre o nascer e o pôr-do-sol foi dividido em 12 partes iguais, o qual era chamado horas. João 11:9. Esse período de tempo, no entanto, é mais longo em uma época do ano do que em outra. Fica claro que as horas seriam também diferentes em extensão em diferentes tempos. No inverno elas eram, é claro, mais curtas do que no verão; eram numeradas a partir do nascer do sol; e não do meio do dia, como é comum conosco. As horas somente foram mencionadas após o cativeiro. É razoável, portanto, acreditar que os judeus tomaram emprestada dos caldeus a maneira de dividir o tempo, de quem também foi passada para os gregos e romanos.” (Antiguidades Bíblicas de Kevin, pp. 171, 172).



A palavra horas, na Escritura, significa uma das 12 partes iguais em que cada dia era dividido e que, claro, eram de tamanhos diferentes em diferentes épocas de ano. Este modo de dividir o dia prevaleceu entre os judeus, pelo menos, até o fim do exílio em Babilônia, e talvez antes. (Dicionário Bíblico de Covel).



“No Novo Testamento, uma hora era uma das doze partes em que o dia natural e também a noite eram divididos, os quais eram, de fato, de diferentes extensões em diferentes épocas do ano. (As horas) foram provavelmente introduzidas pelos astrônomos e usada primeiramente por Hipparchus, por volta do ano 140 AC.” (Léxico do Novo Testamento de Robinson).



Esses testemunhos são amplamente suficientes para estabelecer o fato de que as horas do Novo Testamento não correspondem com as horas medidas pelo relógio. E que eles eram a décima- segunda parte do espaço de tempo entre o nascer e o pôr- do- sol. Daí nenhum argumento pode ser tirado de Mateus 20:1-12 e João 11:9 que não esteja em perfeita concordância com o testemunho já apresentado de que a tarde – que é quando o dia começa – é ao pôr-do-sol.



A consideração mais importante é esta: se o sábado começa às seis horas, ninguém pode dizer quando essa hora chega, a menos que tenha um relógio. Ora, os relógios somente foram inventados por volta de 1658. (Veja Putnam'sHandbookofUsefulArts). Assim o povo de Deus, por cerca de 6.000 anos, esteve sem meios de dizer quando o sábado começava. Mastal conclusão seria um absurdo manifesto. E já vimos que não há um único testemunho da Sagrada Escritura que conduza às seis horas para o horário do pôr-do-sol. Concluímos este artigo resumindo os seguintes argumentos:



1. Não há argumento nas escrituras que suporte o horário das seis horas como sendo o horário que começa a tarde.



2. Se esse fosse o horário certo, o povo de Deus, por cerca de 5.600 anos esteve incapacitado de saber quando o sábado começava.



3. A Bíblia, por várias e claras afirmações, estabelece o fato de que tarde é ao pôr-do-sol.

Review and Herald, em 04/12/1855

(Traduzido por Marilda Scotti Luciano Barcellos)
Leia também: HORÁRIO DO INÍCIO DO SÁBADO com James White (Tiago White)

sábado, 15 de dezembro de 2012

Adventistas Leigos Realizam Trabalho Evangelístico no Centro de Pará de Minas-MG


"Paz seja com os irmãos, e amor com fé da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo." Efésios 6:23. Foi com grande alegria que estivemos na cidade de Pará de Minas-MG, numa bela manhã do Santo Dia do Senhor para realizarmos um trabalho evangelístico no centro da cidade, além dos irmãos de Itaúna-MG contamos com a colaboração de queridos irmãos de Carmo do Cajuru-MG e Divinópolis-MG. Louvado seja nosso Criador que nos conduziu até ali e nos fez instrumentos Seu na proclamação deste chamado que será ouvido em cada canto desta terra; sabemos que não apenas ali mas em muitos outros pontos e lugares se tem muito trabalho aguardando nossa dedicação e responsabilidade, porém como sabemos que são poucos os ceifeiros e grande é a seara, suplicamos ao Pai Eterno que nos batize com Seu Divino e Santo Espírito e assim unicamente pelo poder de Deus todo o mundo seja iluminado. "As publicações devem ser multiplicadas e espalhadas como folhas de outono. Esses mensageiros silenciosos estão iluminando e modelando a mente de milhares em todo país e em toda região." — The Review and Herald, 21 de Novembro de 1878; "A mensagem da verdade deve ir a todas as nações, línguas e povos; suas publicações, impressas em muitas línguas, devem ser espalhadas por toda a parte, como as folhas do outono." Testemunhos para a Igreja, Vol. 4. pág. 79.




Assista Alguns Momentos do Trabalho







“O que vimos e ouvimos vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo.” I Jo 1: 3.


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Um Dia pela Bíblia é Composto de TARDE e MANHÃ.




 "Houve TARDE e MANHÃ, o PRIMEIRO DIA [yom]" (Gênesis 1:5). 

 "Sábado de descanso vos será; então afligireis as vossas almas; aos nove do mês à tarde, de uma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado." Levítico 23:32

"De cada dia consecutivo da criação, declara o registro sagrado que consistiu de tarde e manhã, como todos os outros dias que se seguiram." Patriarcas e Profetas, Pág. 70. 

 

Quando se inicia e se termina o periodo de um dia?

Vemos o relato bíblico nos afirmando que houve tarde e manhã o primeiro dia da semana, assim como nos dias consecutivos; mas quando é essa tarde?

Em Levítico 23: 32 vemos um pedido para que aos nove do mês à tarde, de uma tarde a outra tarde, para se celebrar o dia da expiação, (Um Sábado Cerimonial) um dia de santa convocação a qual nenhuma obra se faria, sendo portanto um Sábado Cerimanial fixo de descanso.

Interessante que o dia da Expiação conforme Levítico 23:27 foi determinado para o dia 10 do mês ali referido, o sétimo mês: "Mas aos dez deste mês sétimo será o dia da expiação: tereis santa convocação..."

Mas no versiculo 23 do mesmo capitulo nos informa o inicio desse dia 10, sendo " aos nove do mês à tarde, ou seja ao ocaso do sol do dia 9 se iniciaria o dia 10, sendo  "duma tarde a outra tarde" de um pôr do sol a outro pôr do sol celebrado como o Dia da Expiação.

Vejamos agora o que nus diz as escrituras sagradas com respeito ao que se refere essa TARDE, em Marcos 1:32 :

 "E, tendo chegado a tarde, quando já se estava pondo o sol, trouxeram-lhe todos os que se achavam enfermos, e os endemoninhados." 

Era o Sábado do sétimo dia, e neste dia não se carregava os enfermos, então era aguardado a tarde, o pôr do sol que dava inicio ao primeiro dia da semana para que se levassem os enfermos para serem assim curados por Jesus. Nisto sabemos que havia uma incoerência na interpretação do pedido Bíblico, mas o fato é que se era aguardado o pôr do sol do dia de sábado, a tarde.

O mesmo fato em Lucas 4: 40 nos diz:

"E, ao pôr do sol, todos os que tinham enfermos de várias doenças lhos traziam; e, pondo as mãos sobre cada um deles, os curava."  

Em Mateus 8: 16 nos diz assim:

 "E, chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele com a sua palavra expulsou deles os espíritos, e curou todos os que estavam enfermos." 

"No lar do pescador, em Cafarnaum, a mãe da esposa de Pedro “estava enferma com muita febre; e rogaram-Lhe por ela”. Lucas 4:38. Jesus “tocou-lhe na mão, e a febre a deixou; e levantou-se e serviu-os” [ao Salvador e a Seus discípulos]. Mateus 8:15. A notícia se espalhou rapidamente. O milagre fora operado no sábado e, por medo dos rabis, o povo não ousava ir para ser curado antes do pôr-do-sol. Então, das casas, lojas e mercados, os habitantes da cidade dirigiram-se para a humilde habitação que abrigava Jesus. Os enfermos eram levados em padiolas, iam apoiados em bordões ou, amparados por amigos, cambaleavam debilmente até à presença do Salvador." Ciência do Bom Viver, Pág. 29.
 

Outra referência biblica com respeito a TARDE que podemos aqui citar se encontra em Deuteronômio 16: 6 que nos diz:

 "Senão no lugar que escolher o SENHOR teu Deus, para fazer habitar o seu nome, ali sacrificarás a páscoa à tarde, ao pôr do sol, ao tempo determinado da tua saída do Egito." 

Em Daniel 8:14 temos uma profecia com respeito a um determinado tempo de 2.300 tardes e manhãs, que é considerado como sendo 2.300 dias simbolicos.

"E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado."   
 
 "A base da expressão de Daniel 8:14 (2.300 tardes e manhãs) como 2.300 dias se encontra em Gênesis 1, no relato da Criação (Gênesis 1:5, 8, 13, 19, 23 e 31), em que a “manhã” se refere ao nascer-do-sol e a “tarde”, ao seu ocaso, ao pôr do sol. Evidência disso se extrai de Marcos 1:32: À tarde, ao cair do sol, trouxeram a Jesus todos os enfermos e endemoninhados.”. Outro exemplo pode ser encontrado em Levítico 23:32: “Sábado de descanso solene vos será; então, afligireis a vossa alma; aos nove do mês, de uma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado.”. Visto que, num período de 24 horas, ocorrem 2 fenômenos relacionados ao Sol, seu nascimento e seu ocaso, era natural que a expressão “tardes-manhãs” fosse usada para designar um dia completo."

 De acordo com a Bíblia, o dia é contado a partir da parte escura. Isto indica que o Sábado deve ser santificado  a partir do pôr-do-sol de sexta-feira, que é o dia de preparação para o Sábado, até o pôr-do-sol de Sábado. Na Bíblia, um novo dia começa a ser contado no pôr-do-sol e não depois da meia-noite.


Espírito de Profecia 

Vejamos o que nos diz a pena inspirada pelo Espírito de Profecia:

"...ficaram inteiramente inconscientes do tempo que fazia desde que tinham comido qualquer coisa. Afinal, o dia estava a morrer. O Sol descia no Ocidente, e todavia o povo se deixava ficar. Jesus trabalhara o dia inteiro sem alimento nem repouso. Estava pálido de fadiga e fome, e os discípulos rogaram-Lhe que cessasse o labor." O Desejado de Todas as Nações, Pág: 365.


"Embora a preparação para o sábado deva prosseguir durante toda a semana, a sexta-feira é o dia por excelência da preparação. Por intermédio de Moisés, disse o Senhor a Israel: “Amanhã é o repouso, o santo sábado do Senhor; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobejar, ponde em guarda para vós até amanhã”. Êxodo 16:23. “Espalhava-se o povo, e o [maná] colhia, e em moinhos o moía, ou num gral o pisava; e em panelas o cozia, e dele fazia bolos”. Números 11:8. Tinham, pois, alguma coisa que fazer a fim de preparar o pão que lhes era enviado do Céu, e o Senhor lhes ordenou que o fizessem na sexta-feira, o dia da preparação. [...]
Na sexta-feira, deverá ficar terminada a preparação para o sábado. Tenhamos o cuidado de pôr toda a roupa em ordem e deixar cozido o que houver para cozer. Escovar os sapatos e tomar o banho. É possível deixar tudo preparado, caso se tome isso como regra. O sábado não deve ser empregado em consertar roupa, cozer o alimento, nem em divertimentos ou quaisquer outras ocupações mundanas. Antes do pôr-do-sol, coloquemos de parte todo trabalho secular, e façamos desaparecer os jornais profanos. Os pais devem explicar aos filhos esse procedimento e induzi-los a ajudarem na preparação, a fim de observar o sábado segundo o mandamento. Devemos observar cuidadosamente os limites do sábado. É bom lembrar que cada minuto é tempo sagrado. Sempre que possível, os patrões deverão conceder aos empregados as horas que decorrem entre o meio-dia da sexta-feira e o começo do sábado. Dessa forma, terão tempo para a preparação, a fim de poderem saudar o dia do Senhor com sossego de espírito. Assim procedendo não sofrerão nenhum prejuízo, nem mesmo quanto às coisas materiais." Conselhos para a Igreja, Pág. 268.
 "Receavam que a atenção do povo fosse atraída ainda para os acontecimentos que acompanhavam a crucifixão. Temiam os resultados da obra daquele dia. Por coisa alguma queriam que Seu corpo permanecesse na cruz, durante o sábado. Este se vinha aproximando, e seria uma violação de sua santidade o ficarem os corpos pendentes da cruz. Assim, servindo-se disso como pretexto, os principais judeus solicitaram de Pilatos que se apressasse a morte das vítimas, e seus corpos fossem tirados antes do pôr-do-sol." O Desejado de Todas as Nações, Pág. 771.
 "Aquele seria um inesquecível sábado para os tristes discípulos, e também para os sacerdotes, os príncipes, os escribas e o povo. Ao pôr-do-sol do dia de preparação, soaram as trombetas, anunciando o começo do sábado." O Desejado de Todas as Nações, Pág. 774.


"Antes do pôr-do-sol, todos os membros da família devem reunir-se para estudar a Palavra de Deus, cantar e orar. A esse respeito estamos precisando de uma reforma, porque muitos há que se estão tornando descuidados. Temos que confessar as faltas a Deus e uns aos outros. Devemos tomar disposições especiais para que cada membro da família possa estar preparado para honrar o dia que Deus abençoou e santificou." Testemunhos Seletos, Vol. 3. Pág. 23.

"Ao pôr-do-sol, elevai a voz em oração e cânticos de louvor a Deus, celebrando o findar do sábado e pedindo a assistência do Senhor para os cuidados da nova semana. Desse modo, os pais poderão fazer do sábado o que em realidade deve ser, isto é, o mais alegre dos dias da semana, induzindo assim os filhos a considerá-lo um dia deleitoso, o dia por excelência, santo ao Senhor e digno de honra." Testemunhos Seletos, Vol. 3. Pág. 25.



Palavra Hebraica Yom Traduzida na Palavra "Dia" 

"Uma análise cuidadosa da palavra hebraica para “dia” e do contexto no qual ela aparece em Gênesis nos leva a concluir que “dia” significa um período literal de 24 horas. A palavra hebraica yom traduzida na palavra "dia" pode significar mais de uma coisa. Pode se referir ao período de 24 horas que a terra leva para girar ao redor do seu eixo (ex: "há 24 horas em um dia"). Pode se referir ao período da luz do dia entre o nascer e o pôr do sol (ex: "é muito quente durante o dia, mas melhora um pouco à noite"). Também pode se referir a um período de tempo não específico (ex: "durante os dias do meu avô…"). Dessa mesma forma a palavra yom (traduzida como "dia") pode significar mais de uma coisa no original. É usada para se referir a um período de 24 horas em Gênesis 7:11. É usada para se referir à luz do dia entre o nascer e o pôr do sol em Gênesis 1:16. Também é usada para se referir a um período de tempo não específico em Gênesis 2:4. Portanto, o que essa palavra significa em Gênesis 1:5-2:2 quando é usada juntamente com números ordinais (ex: "primeiro dia", "segundo dia", "terceiro dia", "quarto dia", "quinto dia", "sexto dia" e o "sétimo dia")? Esses "dias" são períodos de 24 horas ou não? Será que "yom" como é usado aqui pode significar um período de tempo não específico? Como podemos diferenciar?

Podemos determinar como "yom" deve ser interpretado em Gênesis 1:5-2:2 simplesmente ao examinar o contexto no qual encontramos a palavra e então ao fazer uma comparação desse contexto com o seu uso no resto das Escrituras. Ao fazer isso, deixamos as Escrituras se interpretarem...

  Agora vamos dar uma olhada no contexto onde encontramos a palavra "yom" usada em Gênesis 1:5-2:2…

Dia 1 - "Chamou Deus à luz Dia [yom] e às trevas, Noite. Houve TARDE e MANHÃ, o PRIMEIRO DIA [yom]" (Gênesis 1:5).

Dia 2 - "E chamou Deus ao firmamento Céus. Houve TARDE e MANHÃ, o SEGUNDO DIA [yom]" (Gênesis 1:8).

Dia 3 - "Houve TARDE e MANHÃ, o TERCEIRO DIA [yom]" (Gênesis 1:13).

Dia 4 - "Houve TARDE e MANHÃ, o QUARTO DIA [yom]" (Gênesis 1:19).

Dia 5 - "Houve TARDE e MANHÃ, o QUINTO DIA [yom]" (Gênesis 1:23).

Dia 6 - "Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve TARDE e MANHÃ, o sexto DIA [yom]" (Gênesis 1:31).

Dia 7 - "Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado no DIA [yom] SÉTIMO a sua obra, que fizera, descansou nesse DIA [yom] de toda a sua obra que tinha feito" (Gênesis 2:1-2).

Ao descrever cada dia como “tarde e manhã”, é bem claro que o Autor do livro de Gênesis estava se referindo a períodos de 24 horas.
No livro de Neemias no capitulo 13 vemos uma reforma na guarda do sábado em seus dias. Haviam pessoas que estavam profanando o dia de sábado e até mesmo vendendo mantimentos nas horas sagradas. No versiculo 19 temos um parecer convincente do inicio das horas sagradas: 
 "Sucedeu, pois, que, dando já sombra nas portas de Jerusalém antes do sábado, ordenei que as portas fossem fechadas; e mandei que não as abrissem até passado o sábado; e pus às portas alguns de meus servos, para que nenhuma carga entrasse no dia de sábado"
 Complemento com respeito ao Período da Semana:
  "Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou." Exôdo 20:11 
 "E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito." Gênesis 2:2 
 "Semelhante ao sábado, a semana originou-se na criação, e foi preservada e trazida até nós através da história bíblica. O próprio Deus mediu a primeira semana como um modelo para as semanas sucessivas até o final do tempo. Como todas as outras, consistiu de sete dias literais. Seis dias foram empregados na obra da criação; no sétimo dia Deus repousou, e então o abençoou e o separou como dia de descanso para o homem.Na lei dada no Sinai, Deus reconheceu a semana, e os fatos sobre os quais ela se baseava. Depois de dar o mandamento: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar”, e especificar o que deve ser feito nos seis dias e o que não deve ser feito no sétimo, Ele declara a razão para assim observar a semana, apontando para o Seu próprio exemplo: “Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou”. Êxodo 20:8-11. Esta razão parece bela e impõe-se quando compreendemos serem literais os dias da criação. Os seis primeiros dias de cada semana são dados aos homens para o trabalho, porque Deus empregou o mesmo período da primeira semana na obra da criação. No sétimo dia o homem deve abster-se do trabalho, em comemoração ao repouso do Criador." Patriarcas e Profetas, Pág. 70.


"O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo." 1 João 1:3

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Preparação Para o Sábado; Sexta-feira é o dia por excelência da preparação; Culto ao pór-do-sol; O Sábado foi feito para um mundo esférico...

 Preparação Para o Sábado

 Sexta-feira é o dia por excelência da preparação

  Culto ao pór-do-sol

 O Sábado foi feito para um mundo esférico...

  
Dando sombra nas portas de Jerusalém antes do sábado...

 "Naqueles dias vi em Judá os que pisavam lagares ao sábado e traziam feixes que carregavam sobre os jumentos; como também vinho, uvas e figos, e toda a espécie de cargas, que traziam a Jerusalém no dia de sábado; e protestei contra eles no dia em que vendiam mantimentos. Também habitavam em Jerusalém tírios que traziam peixe e toda a mercadoria, que vendiam no sábado aos filhos de Judá, e em Jerusalém. E contendi com os nobres de Judá, e lhes disse: Que mal é este que fazeis, profanando o dia de sábado? Porventura não fizeram vossos pais assim, e não trouxe o nosso Deus todo este mal sobre nós e sobre esta cidade? E vós ainda mais acrescentais o ardor de sua ira sobre Israel, profanando o sábado. Sucedeu, pois, que, dando já sombra nas portas de Jerusalém antes do sábado, ordenei que as portas fossem fechadas; e mandei que não as abrissem até passado o sábado; e pus às portas alguns de meus servos, para que nenhuma carga entrasse no dia de sábado. Então os negociantes e os vendedores de toda a mercadoria passaram a noite fora de Jerusalém, uma ou duas vezes.Protestei, pois, contra eles, e lhes disse: Por que passais a noite defronte do muro? Se outra vez o fizerdes, hei de lançar mão de vós. Daquele tempo em diante não vieram no sábado. Também disse aos levitas que se purificassem, e viessem guardar as portas, para santificar o sábado. Nisto também, Deus meu, lembra-te de mim e perdoa-me segundo a abundância da tua benignidade." Neemias 13: 15-22.

Sexta-feira é o dia por excelência da preparação


 "Embora a preparação para o sábado deva prosseguir durante toda a semana, a sexta-feira é o dia por excelência da preparação. Por intermédio de Moisés, disse o Senhor a Israel: “Amanhã é o repouso, o santo sábado do Senhor; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobejar, ponde em guarda para vós até amanhã”. Êxodo 16:23. “Espalhava-se o povo, e o [maná] colhia, e em moinhos o moía, ou num gral o pisava; e em panelas o cozia, e dele fazia bolos”. Números 11:8. Tinham, pois, alguma coisa que fazer a fim de preparar o pão que lhes era enviado do Céu, e o Senhor lhes ordenou que o fizessem na sexta-feira, o dia da preparação. [...]
Na sexta-feira, deverá ficar terminada a preparação para o sábado. Tenhamos o cuidado de pôr toda a roupa em ordem e deixar cozido o que houver para cozer. Escovar os sapatos e tomar o banho. É possível deixar tudo preparado, caso se tome isso como regra. O sábado não deve ser empregado em consertar roupa, cozer o alimento, nem em divertimentos ou quaisquer outras ocupações mundanas. Antes do pôr-do-sol, coloquemos de parte todo trabalho secular, e façamos desaparecer os jornais profanos. Os pais devem explicar aos filhos esse procedimento e induzi-los a ajudarem na preparação, a fim de observar o sábado segundo o mandamento. Devemos observar cuidadosamente os limites do sábado. É bom lembrar que cada minuto é tempo sagrado. Sempre que possível, os patrões deverão conceder aos empregados as horas que decorrem entre o meio-dia da sexta-feira e o começo do sábado. Dessa forma, terão tempo para a preparação, a fim de poderem saudar o dia do Senhor com sossego de espírito. Assim procedendo não sofrerão nenhum prejuízo, nem mesmo quanto às coisas materiais. Há ainda outro ponto a que devemos dar a nossa atenção no dia da preparação. Nesse dia todas as divergências existentes entre irmãos, tanto na família como na igreja, devem ser removidas. Afaste-se do coração toda amargura, ira ou ressentimento. Com espírito humilde “confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis”. Tiago 5:16. — Testimonies for the Church 6:354-356; Conselhos para a Igreja,Pág. 268.


Culto ao pór-do-sol


"Há maior santidade no sábado do que lhe atribuem muitos que professam observá-lo. O Senhor tem sido grandemente desonrado por parte dos que não têm observado o sábado conforme o mandamento, quer na letra, quer no espírito. Ele sugere uma reforma da observância do sábado. [...] Antes do pôr-do-sol, todos os membros da família devem reunir-se para estudar a Palavra de Deus, cantar e orar. A esse respeito estamos precisando de uma reforma, porque muitos há que se estão tornando descuidados. Temos que confessar as faltas a Deus e uns aos outros. Devemos tomar disposições especiais para que cada membro da família possa estar preparado para honrar o dia que Deus abençoou e santificou. [...] No culto familiar, tomem parte também as crianças, cada qual com sua Bíblia, lendo dela um ou dois versículos. Cante-se então um hino preferido, seguido de oração. Desta, Cristo nos deixou um modelo. A oração do Senhor não foi destinada para ser simplesmente repetida como uma fórmula, mas é uma ilustração de como devem ser as nossas orações — simples, fervorosas e amplas. Em singela petição, contemos ao Senhor as nossas necessidades exprimindo gratidão por Suas bênçãos. Desse modo, saudaremos a Jesus como hóspede bem-vindo em nosso lar e coração. Em família, convém evitar orações longas e sobre assuntos que não têm a ver com o interesse de todos. Essas orações enfadam, em vez de constituírem um privilégio e uma bênção. Que o momento da hora da oração seja deleitável e interessante. Ao pôr-do-sol [ao final do sábado], é hora de elevar a voz em oração e cânticos de louvor a Deus, celebrando o findar do sábado e pedindo a assistência do Senhor para os cuidados da nova semana de atividades. — Testimonies for the Church 6:353, 356-359; Conselhos para a Igreja, Pág. 269.

Complemento:

"Aquele seria um inesquecível sábado para os tristes discípulos, e também para os sacerdotes, os príncipes, os escribas e o povo. Ao pôr-do-sol do dia de preparação, soaram as trombetas, anunciando o começo do sábado" O Desejado de Todas as Nações, Pág. 547.

O Sábado foi feito para um mundo esférico 
 
"Deus descansou no sétimo dia e separou-o para que o homem o observasse em homenagem à Sua criação dos céus e da Terra em seis dias literais. Ele abençoou e santificou o dia de repouso. Quando os homens são muito meticulosos em pesquisar e cavar para informar-se a respeito do exato período de tempo, devemos dizer: Deus fez o Seu sábado para um mundo esférico; e quando o sétimo dia chega para nós nesse mundo arredondado, controlado pelo Sol que governa o dia, em todos os países e regiões é o tempo para observar o sábado. Nos países em que não há pôr-do-sol durante meses, e em que também não há nascer do Sol durante meses, o período será calculado pelos registros mantidos. ... {ME3 317.1}
O Senhor aceita toda a obediência de cada criatura que Ele fez, de acordo com as circunstâncias do tempo no mundo caracterizado pelo nascer e pelo pôr-do-sol. ... O sábado foi feito para um mundo esférico, sendo, portanto, requerida obediência das pessoas em perfeita harmonia com o mundo criado pelo Senhor. — Carta 167, 1900. {ME3 317.2}
 
 
O problema dos fusos horários 
 
A irmã T. esteve me falando a seu respeito. Ela diz que você está em confusão sobre os fusos horários. Pois bem, minha querida irmã, essa conversa a respeito dos fusos horários é somente algo que Satanás inventou como uma cilada. Ele procura fascinar os sentidos, como faz ao dizer: “Eis aqui o Cristo! ou: Ei-Lo ali!” Haverá toda sorte de ficção e artifícios de Satanás para desviar as pessoas, mas a ordem é: “Não acrediteis; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. Vede que vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que Ele está no deserto! não saiais: Ei-Lo no interior da casa! não acrediteis.” Mateus 24:23-26. {ME3 317.3}
 
 
O Sábado do sétimo dia não foi deixado na incerteza 
 
Temos a positiva ordem de Deus a respeito do sábado citação de Êxodo 31:12-18. {ME3 318.1}
É possível que seja reunida tanta importância em torno dos que observam o sábado, e, contudo, ninguém possa dizer quando começa o sábado? Onde está, então, o povo que tem a insígnia ou o sinal de Deus? Qual é o sinal? O sábado do sétimo dia, que o Senhor abençoou e santificou e declarou ser santo, com grandes penalidades por sua violação. {ME3 318.2}
O sábado do sétimo dia não está envolto em incerteza. É o memorial de Deus de Sua obra de criação. Foi estabelecido como monumento comemorativo dado pelo Céu, para que fosse observado como sinal de obediência. Deus escreveu toda a lei com o Seu dedo em duas tábuas de pedra. ... {ME3 318.3}
Pois bem, minha irmã,... escrevo... para dizer-lhe que não devemos dar o menor crédito à teoria dos fusos horários. Ela é uma cilada de Satanás apresentada por seus agentes para confundir a mente. Você percebe como é totalmente impossível que o mundo esteja certo observando o domingo e que o povo remanescente de Deus esteja completamente errado. Essa teoria dos fusos horários faria de toda a nossa história durante os últimos cinqüenta e cinco anos uma completa falácia. Nós sabemos, porém, onde estamos. ... {ME3 318.4}
 
Permanecer firmemente ao lado de nossa bandeira 
 
 Minha irmã, não permita que sua fé esmoreça. Devemos permanecer firmemente ao lado de nossa bandeira, os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. Todos os que conservarem firme até o fim a confiança que tiveram desde o princípio guardarão o sábado do sétimo dia, o qual chega até nós da maneira assinalada pelo Sol. A falácia dos fusos horários é uma armadilha de Satanás para desanimar. Sei o que estou dizendo. Tenha fé em Deus. Brilhe onde você está, como uma pedra viva no edifício de Deus. {ME3 318.5}
Os filhos de Deus serão triunfantes. Eles serão vencedores, e mais do que vencedores, sobre todos os elementos oponentes e perseguidores. Não tema. Pelo poder da verdade bíblica e do amor exemplificados na cruz, e inculcados pelo Espírito Santo, alcançaremos a vitória. Toda a batalha diante de nós gira em torno da observância do verdadeiro sábado de Jeová. ... {ME3 319.1}
Não posso escrever mais agora, mas digo: Não dê ouvido à heresia. Apegue-se a um claro “Assim diz o Senhor”. Ele a confortará e abençoará, e lhe dará alegria no coração. Louve ao Senhor porque temos brilhante luz e uma mensagem clara e distinta para ser transmitida. — Carta 118, 1900. {ME3 319.2}
 
 "Quando o Senhor declara que fez o mundo em seis dias e descansou no sétimo, quer dizer o dia de vinte e quatro horas, que Ele marcou pelo nascer e pôr-do-sol"
 
Ainda assim, com os oráculos vivos diante de si, aqueles que alegam pregar a Palavra apresentam as suposições de mentes humanas, os princípios e mandamentos de homens. Tornam inválida a lei de Deus por suas tradições. O sofisma relacionado com a criação do mundo num período indefinido de tempo é uma das falsidades de Satanás. Deus fala à família humana em linguagem que ela pode compreender. Ele não deixa tão indefinido esse assunto, que os seres humanos possam tratá-lo de acordo com suas próprias teorias. Quando o Senhor declara que fez o mundo em seis dias e descansou no sétimo, quer dizer o dia de vinte e quatro horas, que Ele marcou pelo nascer e pôr-do-sol. {CT 14.3}
Deus não pronunciaria uma sentença de morte pelo desrespeito ao sábado, a menos que tivesse apresentado diante de Seu povo uma clara compreensão acerca do sábado. ... Quando foram colocados os fundamentos da Terra, foi colocado também o fundamento do sábado. Quando as estrelas da alva cantaram juntas e todos os filhos de Deus se rejubilaram, Deus viu que o sábado era essencial para Adão e Eva, mesmo no Paraíso. Ao dar-lhes o sábado, Deus levou em consideração a sua saúde espiritual e física. {CT 14.4}
Deus criou o mundo em seis dias literais e no sétimo dia literal descansou de toda a obra que tinha feito, e tomou alento. Assim, deu Ele ao ser humano seis dias para trabalhar. ... Ao separar dessa maneira o sábado, Deus deu ao mundo um memorial. Ele não separou um dia ou qualquer dia entre os sete, mas um dia determinado, o sétimo. Ao observamos o sábado, demonstramos reconhecer a Deus como o Deus vivo, Criador do céu e da Terra. — Carta 31, 1898. {Cristo Triunfante, 14.5}
 
 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

É essencial que o cristão compreenda o significado da promessa do Espírito Santo, pouco antes da segunda vinda de nosso Senhor Jesus.

 
 
Neste artigo, através de alguns textos inspirados do Espírito de Profecia veremos como nos é advertido pela própria pena inspirada a necessidade essencial de que todo cristão compreenda o significado da promessa do Espírito Santo pouco antes da segunda vinda de nosso Senhor Jesus.
 
O primeiro texto é um trecho de um Periodico chamado: The Home Missionary, November 1, 1893;   Our Need of the Holy Spirit: The Source of the Believer’s Power (Nossa Necessidade do Espírito Santo: a fonte de poder do crente). Para aqueles que se interessarem recomendamos a leitura de todo o texto em https://egwwritings.org/ , porém o texto se encontra em inglês devendo ser traduzido em um site de tradução. O texto é excelente e desmascara alguns Dogmas.
 
 
 "É o Espírito Santo que nos fará lembrar as palavras de Cristo. O assunto sobre o qual Cristo resolveu demorar-Se na Sua última palestra a Seus discípulos foi o da função do Espírito Santo. Ele desvendou-lhes uma vasta porção da verdade. Deviam receber Suas palavras pela fé, e o Consolador, o Espírito Santo, faria com que se lembrassem de tudo. A consolação que Cristo deu nessa promessa consistia no fato de que a influência divina estaria com os Seus seguidores até o fim. Mas essa promessa não é aceita e acatada pelas pessoas hoje em dia, não sendo, portanto, acalentada por elas, e o seu cumprimento não é visto na experiência da igreja. A promessa do dom do Espírito de Deus é deixada  de lado, como uma questão a ser pouco considerado pela igreja. Ela não é inculcada na mente das pessoas, e o resultado é o que se podia esperar, aridez, escuridão espiritual, declínio e morte espiritual. Assuntos de menor importância ocupam a atenção, e o poder divino que é necessário ao desenvolvimento e prosperidade da igreja, e que, se possuído, traria após si todas as outras bênçãos, esse falta, embora nos seja oferecido em infinita plenitude. Enquanto a igreja se contentar com pequenas coisas, estará inapta a receber as grandes coisas de Deus.Mas, porque não temos fome e sede do dom do Espírito Santo, já que é o meio pelo qual o coração poderá ser mantido puro? O desígnio do Senhor é que o poder divino coopere com o esforço humano. É essencial que o cristão  compreenda o significado da promessa do Espírito Santo, pouco antes da segunda vinda de nosso Senhor Jesus." The Home Missionary, November 1, 1893


 Avivamento da primitiva piedade
 
"Antes de os juízos finais de Deus caírem sobre a Terra, haverá, entre o povo do Senhor, tal avivamento da primitiva piedade como não fora testemunhado desde os tempos apostólicos. O Espírito e o poder de Deus serão derramados sobre Seus filhos." O Grande Conflito, 464.
 
Purificação
 
"Cumpre-nos remediar os defeitos de caráter, purificar de toda a contaminação o templo da alma. Então a chuva serôdia cairá sobre nós, como caiu a temporã sobre os discípulos no dia de Pentecostes." Testemunhos Seletos 2:69
 
"Não há coisa alguma que Satanás tema tanto como que o povo de Deus desimpeça o caminho mediante a remoção de todo impedimento, de modo que o Senhor possa derramar Seu Espírito sobre uma enfraquecida igreja e uma congregação impenitente. Se Satanás pudesse fazer o que ele queria, nunca haveria outro despertamento, grande ou pequeno, até ao fim do tempo. Não somos, porém, ignorantes de seus ardis. É possível resistir-lhe ao poder. Quando o caminho estiver preparado para o Espírito de Deus, a bênção virá. Satanás não pode impedir uma chuva de bênção de cair sobre o povo de Deus, mais do que fechar as janelas do Céu para que a chuva não caia sobre a Terra. Homens ímpios e demônios não podem impedir a obra de Deus ou excluir Sua presença das reuniões de Seu povo, caso eles, de coração rendido e contrito, confessem e afastem de si os seus pecados, reclamando com fé Suas promessas. Toda tentação, toda influência contrária seja ela franca ou oculta, será resistida com êxito, “não por força nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos”. Zacarias 4:6.." Mensagens Escolhidas 1:124
 
 Batismo do Espírito Santo
 
"A chuva serôdia virá, e a bênção de Deus encherá toda alma que estiver purificada de toda contaminação. É nossa obra hoje entregar nossa alma a Cristo, para estarmos preparados para o tempo de refrigério pela presença do Senhor — preparados para o batismo do Espírito Santo." Mensagens Escolhidas 1:191


"Precisamos orar, mais do que nunca, pelo batismo do Espírito Santo, pois se jamais houve um tempo em que precisamos desse batismo, é agora. Não há nada que o Senhor nos tem falado com mais freqüência do que de Seu desejo em nos conceder esse batismo, e nada poderia glorificar mais a Seu nome do que essa concessão. Quando partilharmos esse Espírito, homens e mulheres nascerão de novo. ... Pessoas outrora perdidas serão achadas e trazidas de volta." Carta 105, 1898.

"Oh, quanto necessitamos todos do batismo do Espírito Santo! Então procederemos sempre no espírito de Cristo, com bondade, compaixão e simpatia, mostrando amor pelo pecador ao mesmo tempo que aborrecemos o pecado com ódio perfeito." Manuscrito 8a, 1888.

"Receberemos o batismo do Espírito Santo? Isto é o que necessitamos e podemos ter neste tempo. Sairemos então com uma mensagem do Senhor, e a luz da verdade brilhará como uma lâmpada que arde, estendendo-se a todas as partes do mundo. Fundamentos da Educação Cristã pág. 532


 Suplicar-Lhe o dom do Espírito Santo

"Não estamos suficientemente dispostos a importunar o Senhor com nossas petições, e a suplicar-Lhe o dom do Espírito Santo. O Senhor quer que O importunemos a esse respeito. Deseja que apresentemos com insistência nossas petições ao trono." Fundamentos da Educação Cristã, 537.

"Devemos orar tão fervorosamente pela descida do Espírito Santo como os discípulos oraram no dia de Pentecoste. Se eles precisaram disso naquele tempo, nós, hoje, mais ainda. Trevas morais, como um manto fúnebre, cobrem a Terra. Toda espécie de doutrinas falsas, heresias e satânicos enganos estão desviando a mente das pessoas. Sem o Espírito e o poder de Deus, será em vão trabalharmos pela verdade presente." Testemunhos para a Igreja 5, 158. 

 "Nesse tempo a “chuva serôdia”, ou o refrigério pela presença do Senhor, virá, para dar poder à grande voz do terceiro anjo e preparar os santos para estarem de pé no período em que as sete últimas pragas serão derramadas." Primeiros Escritos, 86.