HIERARQUIA CELESTIAL
Neste artigo estamos interessados em mostrar as pessoas
que compõem a divindade e a hierarquia existente no céu. Isto é, após a
divindade quem é o ser que tem preeminência sobre os seres criados. Para isso,
estaremos mostrando que após o pecado a pessoa que possuía preeminência sobre
os seres criados perdeu sua posição e foi substituída por outra.
Hierarquia Antes do Pecado
Ellen White nos mostra claramente em seus escritos que as
duas pessoas que compõem a divindade celestial são Deus, o Pai, e Seu filho
Jesus Cristo. Veja que somente Cristo forma a unidade com o eterno e que
somente o nosso salvador partilha dos conselhos do Pai:
Antes da manifestação do mal, havia paz e alegria por
todo o Universo. Tudo estava em perfeita harmonia com a vontade do Criador. O
amor a Deus era supremo; imparcial, o amor de uns para com outros. Cristo, o
Verbo, o Unigênito de Deus, era um com o eterno Pai - um na natureza, no
caráter e no propósito - o único Ser em todo o Universo que poderia
entrar nos conselhos e propósitos de Deus. Por Cristo, o Pai efetuou a
criação de todos os seres celestiais. "NEle foram criadas todas as
coisas que há nos céus ... sejam tronos, sejam dominações, sejam principados,
sejam potestades (Col. 1:16); e tanto para com Cristo, como para com o Pai,
todo o Céu mantinha lealdade. O Grande Conflito pg.493
O Soberano do Universo não estava só em Sua obra de
beneficência. Tinha um companheiro - um
cooperador que poderia apreciar Seus propósitos, e participar de Sua alegria ao
dar felicidade aos seres criados. "No princípio era o Verbo, e o Verbo
estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus."
João 1:1 e 2. Cristo, o Verbo, o Unigênito de Deus, era um com o eterno Pai
- um em natureza, caráter, propósito - o único ser que poderia penetrar
em todos os conselhos e propósitos de Deus. "O Seu nome será:
Maravilhoso Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz."
Isa. 9:6. Suas "saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da
eternidade". Miq. 5:2. E o Filho de Deus declara a respeito de Si mesmo:
"O Senhor Me possuiu no princípio de Seus caminhos, e antes de Suas obras
mais antigas. ... Quando compunha os fundamentos da Terra, então Eu estava com
Ele e era Seu aluno; e era cada dia as Suas delícias, folgando perante Ele em
todo o tempo". Prov. 8:22-30. Patriarcas e Profetas pg.34
Ao passo que a Palavra de Deus fala da humanidade de
Cristo quando na Terra, fala também positivamente de Sua preexistência. A
Palavra existia como um ser divino, mesmo como o Eterno Filho de Deus, em
união e unidade com Seu Pai. Desde a eternidade fora o Mediador do
concerto, Aquele em quem todas as nações da Terra, tanto judeus como gentios,
caso O aceitassem, seriam abençoados. "O Verbo estava com Deus, e o Verbo
era Deus." João 1:1. Antes que os homens ou os anjos fossem criados, o
Verbo estava com Deus e era Deus. Review and Herald, 5 de abril de 1906.
Evangelismo pg.615
Por mais que um pastor ame as suas ovelhas, ama ainda
mais a seus próprios filhos e filhas. Jesus não é somente o nosso Pastor; é
nosso "eterno Pai". E Ele diz: "Conheço as Minhas ovelhas, e das
Minhas sou conhecido. Assim como o Pai Me conhece a Mim, também Eu conheço o
Pai." João 10:14 e 15. Que declaração esta! É Ele o Filho unigênito,
aquele que Se acha no seio do Pai, Aquele que Deus declarou ser "o Varão
que é o Meu companheiro" (Zac. 13:7), e apresenta a união entre Ele e o
eterno Deus como figura da que existe entre Ele e Seus filhos na
Terra! O Desejado de Todas as Nações, pág. 48 / Mente, Caráter e Personalidade
vol.1 pg.250 / Meditações Matinais – Exaltai-O pg.206
Mas ao mesmo tempo que a Palavra de Deus fala da
humanidade de Cristo quando aqui na Terra, também fala ela positivamente em Sua
preexistência. A Palavra existiu como ser divino, a saber, o eterno Filho
de Deus, em união e unidade com Seu Pai. Desde a eternidade era Ele o
Mediador do concerto, Aquele em quem todas as nações da Terra, tanto judeus
como gentios, se O aceitassem, seriam benditos. "O Verbo estava com Deus,
e o Verbo era Deus." João 1:1. Antes de serem criados homens ou anjos, a
Palavra [ou Verbo] estava com Deus, e era Deus. Mensagens Escolhidas - Volume
1pg.247
O Pai operou por Seu Filho na criação de todos os seres
celestiais. "NEle foram criadas todas as
coisas, ... sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam
potestades: tudo foi criado por Ele e para Ele." Col. 1:16. ... O
Filho, o Ungido de Deus, "a expressa imagem de Sua pessoa", o
"resplendor da Sua glória", "sustentando todas as coisas pela
palavra do Seu poder", tem a supremacia sobre todos eles. Heb. 1:3.
Meditações Matinais – Cristo Triunfante pg.7
O Pai operou por Seu Filho na criação de todos os seres
celestiais. "NEle foram criadas todas as
coisas, ... sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam
potestades; tudo foi criado por Ele e para Ele." Col. 1:16. Os anjos são
ministros de Deus, radiantes pela luz que sempre flui de Sua presença, e
rápidos no vôo para executarem Sua vontade. Mas o Filho, o Ungido de Deus,
"a expressa imagem de Sua pessoa", o "resplendor da Sua
glória", "sustentando todas as coisas pela palavra do Seu poder",
(Heb. 1:3) tem a supremacia sobre todos eles. "Um trono de glória, posto
bem alto desde o princípio", (Jer. 17:12) foi o lugar de Seu santuário;
"cetro de eqüidade é o cetro do Teu reino." Heb 1:8. Patriarcas e
Profetas, págs. 34 / Meditações Matinais – Para Conhecê-Lo pg.11 / A Verdade
Sobre os Anjos pg.25
O Pai operou por Seu Filho na criação de todos os seres
celestiais. "Porque nEle foram criadas todas
as coisas... sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam
potestades; tudo foi criado por Ele e para Ele." Col. 1:16. Os anjos são
ministros de Deus, radiantes pela luz que sempre flui de Sua presença, e
rápidos no vôo para executarem Sua vontade. Mas o Filho, o Ungido de Deus,
"a expressa imagem de Sua pessoa", o "resplendor da Sua
glória", "sustentando todas as coisas pela palavra do Seu poder"
(Heb. 1:3), tem a supremacia sobre todos eles. Meditações Matinais –
Exaltai-o pg.50
O Filho de Deus executara a vontade do Pai na criação de
todos os exércitos do Céu; e a Ele, bem como
a Deus, eram devidas as homenagens e fidelidade daqueles. Cristo ia ainda
exercer o poder divino na criação da Terra e de seus habitantes. Em tudo
isto, porém, não procuraria poder ou exaltação para Si mesmo, contrários ao
plano de Deus, mas exaltaria a glória do Pai, e executaria Seus propósitos de
beneficência e amor. Patriarcas e Profetas pg.36
Estes textos deixam claro que somente Cristo forma a
unidade com o Pai, e portanto, a divindade é composta por ambos. Vimos que
Cristo criara o exército celestial cumprindo a vontade do pai, mas que Cristo
não procurara exaltação para Si (contrário aos planos do eterno), mas exaltara
a glória do Pai. Depois do Pai e Cristo houve um ser que era honrado por todo o
céu, no entanto, não poderia ser adorado. Lúcifer era o mais honrado e o mais
elevado em poder depois de Cristo. Os textos que seguem nos mostram esta
afirmação:
Lúcifer no Céu,
antes de sua rebelião foi um elevado e exaltado anjo, o primeiro em honra
depois do amado Filho de Deus. Seu semblante,
como o dos outros anjos, era suave e exprimia felicidade. A testa era alta e
larga, demonstrando grande inteligência. Sua forma era perfeita, o porte nobre
e majestoso. Uma luz especial resplandecia de seu semblante e brilhava ao seu
redor, mais viva do que ao redor dos outros anjos; todavia, Cristo, o
amado Filho de Deus tinha preeminência sobre todo o exército angelical. Ele
era um com o Pai antes que os anjos fossem criados. Lúcifer invejou a
Cristo, e gradualmente pretendeu o comando que pertencia a Cristo unicamente.
Meditações Matinais - Exaltai-o.pg18 / Meditações Matinais - Fé pela qual eu
vivo pg.67 / História da Redenção pg.13
O divino Filho de Deus viu que nenhum instrumento, senão
Ele próprio, poderia salvar o homem, e determinou salvá-lo. Deixou que os anjos
caídos perecessem na sua rebelião, mas estendeu a mão para resgatar o homem que
perecia. Os anjos que se rebelaram foram tratados de acordo com a luz e
experiência que abundantemente haviam usufruído no Céu. Satanás, o
chefe dos anjos caídos, tinha uma vez uma exaltada posição no Céu. Era o
mais honrado depois de Cristo. O conhecimento que ele, bem como os
anjos que com ele caíram, tinham do caráter de Deus, de Sua bondade, Sua
misericórdia, sabedoria e excelente glória, tornou-lhes a culpa imperdoável.
Meditações Matinais - No deserto da tentação.pg25
Devemos ser participantes do conhecimento. Ao ver quadros
que representam a Satanás aproximando-se de Cristo no deserto da tentação na
forma de um monstro hediondo, tenho pensado: Quão pouco conhecem os artistas
acerca da Bíblia! Antes de sua queda, Satanás era o primeiro depois de
Cristo, o mais exaltado anjo do Céu. Meditações Matinais - Cristo
Triunfante.pg.196
Era um ser admirável de poder e glória o que se pusera em
oposição a Deus. De Lúcifer, diz o Senhor: "Tu és o aferidor da medida,
cheio de sabedoria e perfeito em formosura." Ezeq. 28:12. Lúcifer
fora o querubim cobridor. Estivera à luz da presença divina. Fora o mais
elevado de todos os seres criados, e o primeiro em revelar ao Universo os
desígnios divinos. O Desejado de Todas as Nações pg.758
O mal originou-se com Lúcifer, que se rebelou contra o
governo de Deus. Antes de sua queda era um querubim cobridor,
distinguido pela sua primazia. Deus o fizera bom e formoso, tanto quanto
possível semelhante a Si mesmo. SDA Bible Commentary, vol. 4, pág.
1.163. Meditações Matinais – Fé pela qual Eu Vivo pg.66
A luta pelo mais alto lugar era a operação do mesmo
espírito que dera origem à grande controvérsia nos mundos de cima, e trouxera a
Cristo do Céu para morrer. Diante dEle surgiu a visão de Lúcifer, o
"filho da alva", sobrepujando em glória a todos os anjos que rodeavam
o trono, e ligado pelos mais íntimos laços ao Filho de Deus. Lúcifer
dissera: "Serei semelhante ao Altíssimo" (Isa. 14:12 e 14); e o
desejo de exaltação própria levara conflito às cortes celestiais, e banira uma
multidão das hostes de Deus. Houvesse na verdade Lúcifer desejado ser
semelhante ao Altíssimo, e nunca teria perdido o lugar que lhe fora designado
no Céu; pois o espírito do Altíssimo manifesta-se em abnegado ministério.
Lúcifer desejava o poder de Deus, mas não o Seu caráter. Buscava para si mesmo
o mais alto lugar, e toda criatura que é movida. O Desejado de Todas as Nações
pg.435
Entre os habitantes do Céu, excluindo-se o próprio
Cristo, foi Satanás durante algum tempo o mais honrado de Deus, o mais elevado
em poder e glória. Signs of the Times, 23 de julho de 1902. A Verdade sobre os
Anjos pg.28
Os anjos que se rebelaram foram tratados de acordo com a
luz e experiência que abundantemente haviam usufruído no Céu. Satanás, o
chefe dos anjos caídos, tinha uma vez uma exaltada posição no Céu. Era o
mais honrado depois de Cristo. O conhecimento que ele, bem como os
anjos que com ele caíram, tinham do caráter de Deus, de Sua bondade, Sua
misericórdia, sabedoria e excelente glória, tornou-lhes a culpa imperdoável.
Meditações Matinais - No deserto da tentação pg.25
Satanás decidiu subverter o plano de Deus. Não
precisamos tentar compreender os motivos que induziram o ser logo abaixo de
Cristo nas cortes celestes a levar a inveja e o ciúme às fileiras de anjos.
Comunicou a muitos o seu descontentamento e houve guerra no Céu, a qual
terminou com a expulsão de Satanás e seus simpatizantes. Não precisamos
aturdir nossa mente em busca do motivo pelo qual Satanás agiu como o fez.
Pudesse encontrar-se uma razão, haveria desculpa para o pecado. Mas não há
desculpa. Não há razão para que os seres humanos percorram o mesmo terreno que
Satanás percorreu. ... Meditações Matinais – Cristo Triunfante pg.19
Houve, porém, um ser que preferiu perverter esta
liberdade. O pecado originou-se com aquele que, abaixo de Cristo,
fora o mais honrado por Deus, e o mais elevado em poder e glória entre os
habitantes do Céu. Antes de sua queda, Lúcifer foi o primeiro dos
querubins cobridores santo e incontaminado. O Grande Conflito pg.493,
494
Lúcifer era o querubim cobridor,
o mais exaltado dentre os seres criados. Sua posição era a mais próxima do
trono de Deus, e ele se achava intimamente vinculado e identificado com a
administração do governo de Deus, havendo sido ricamente dotado com a glória
de Sua majestade e poder. Signs of the Times, 28 de abril de 1890. A Verdade sobre os
Anjos pg.27,28
O próprio Senhor deu a Satanás sua glória e
sabedoria, tornando-o o querubim cobridor,
bom, nobre e extraordinariamente formoso.
Signs of the Times, 18 de setembro de 1893. A Verdade sobre os Anjos pg.28
Houve um tempo em que Satanás andou em comunhão com Deus, Jesus
Cristo e os santos anjos. Era grandemente exaltado no Céu, e radiante na luz
e glória que lhe vinham do Pai e do Filho, mas tornou-se desleal e
perdeu sua elevada e santa posição como querubim cobridor. Tornou-se o
antagonista de Deus, um apóstata, e foi excluído do Céu. ... Convocou todos os
poderes do mal para cerrar fileiras em torno do seu estandarte, a fim de
formarem uma desesperada confederação maligna para coligar-se contra o Deus do
Céu. Trabalhou perseverante e decididamente para perpetuar sua rebelião e levar
os membros da família humana a se afastarem da verdade bíblica e permanecerem
sob sua bandeira. Meditações Matinais - Cristo Triunfante pg.10
A tentação que
Cristo suportou no deserto foi um conflito pessoal com o maligno que se
revelara como o autor do pecado. Satanás fora um querubim cobridor
nas cortes celestes, o anjo que, em poder, só era superado pelo próprio
Cristo. Mas ele se exaltou diante de Deus e induziu alguns dos anjos
a se lhe unirem em rebelião. Meditações
Matinais - Cristo Triunfante pg.199
Como vimos, os textos anteriores nos afirmam que Lúcifer
era a terceira pessoa em honra (depois do Pai e do Filho). Veja, apesar de
Cristo ter a mesma autoridade que o Pai (como veremos a seguir) ele não
exaltaria a si mesmo. Vejamos novamente um texto já citado:
O Filho de Deus executara a
vontade do Pai na criação de todos os exércitos do Céu; e a Ele, bem como a
Deus, eram devidas as homenagens e fidelidade daqueles. Cristo ia ainda exercer
o poder divino na criação da Terra e de seus habitantes. Em tudo isto,
porém, não procuraria poder ou exaltação para Si mesmo, contrários ao plano de
Deus, mas exaltaria a glória do Pai, e executaria Seus propósitos de
beneficência e amor. Patriarcas e Profetas pg.36
Assim podemos dizer que apesar do Filho ser igual ao Pai
em autoridade, Ele honra o seu Pai cumprindo o propósito que Este lhe
designara. Assim, Cristo honra o Pai e todos os seres criados devem completa
obediência a Deus e a Cristo. Lúcifer (que era o primeiro querubim cobridor)
também, como ser criado, deveria manter esta submissão. Lúcifer, sem dúvida era
a terceira pessoa a partir da divindade. Os textos que seguem mostram que
Cristo tem a mesma autoridade do Seu Pai:
O grande Criador convocou os exércitos celestiais para,
na presença de todos os anjos, conferir honra especial a Seu Filho. O
Filho estava assentado no trono com o Pai, e a multidão celestial de
santos anjos reunida ao redor. O Pai então fez saber que, por Sua própria
decisão, Cristo, Seu Filho, devia ser considerado igual a Ele, assim que em
qualquer lugar que estivesse presente Seu Filho, isto valeria pela Sua própria
presença. A palavra do Filho devia ser obedecida tão prontamente como a palavra
do Pai. Seu Filho foi por Ele investido com autoridade para comandar os
exércitos celestiais. Especialmente devia Seu Filho trabalhar em união com
Ele na projetada criação da Terra e de cada ser vivente que devia existir sobre
ela. O Filho levaria a cabo Sua vontade e Seus propósitos, mas nada faria por
Si mesmo. A vontade do Pai seria realizada nEle. História de Redenção pg.13,14
O grande Criador reuniu os seres celestiais para poder,
na presença de todos os anjos, conferir honra especial a Seu Filho. Este
estava sentado no trono com o Pai, com a multidão celestial de santos anjos
reunida à volta. Então o Pai fez saber que Ele próprio ordenara que Cristo,
Seu Filho, fosse igual a Ele, de modo que, onde o Filho estivesse, estaria a
Sua própria presença. A palavra do Filho deveria ser obedecida tão
prontamente quanto a do Pai. O Filho fora investido de autoridade para comandar
o exército celestial. Deveria Ele agir especialmente em união com o Pai no
projeto de criação da Terra. ... Satanás estava com inveja e ciúmes de Jesus
Cristo. Não obstante, quando todos os anjos se inclinaram diante dEle para
reconhecer Sua supremacia, elevada autoridade e direito de governar, Satanás
também se prostrou, ainda que seu coração estivesse cheio de inveja e ódio. Cristo
formava parte do conselho especial de Deus para a consideração de Seus planos,
ao passo que Satanás os desconhecia. Não conhecia, nem lhe era permitido
conhecer os propósitos de Deus. Por outro lado, Cristo era reconhecido como
Soberano do Céu com poder e autoridade iguais aos do próprio Deus. A
Verdade sobre os Anjos pg. 32,33
Nos textos a seguir Ellen White mostra qual foi o motivo
da rebelião de Satanás contra o Pai e o Filho:
Nos concílios do Céu, Deus disse:
"Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança. ... Criou
Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou." Gên. 1:26 e
27. O Senhor criou as faculdades morais do homem e suas faculdades físicas.
Tudo era uma reprodução sem pecado de Sua própria Pessoa. Deus dotou o homem de
santos atributos e colocou-o num jardim feito especialmente para ele. Só o
pecado podia arruinar os seres criados pela mão do Onipotente. The Youth's
Instructor, 20 de julho de 1899. Mensagens Escolhidas vol.3 pg.133
Depois que a Terra foi criada, com sua vida animal, o
Pai e o Filho levaram a cabo Seu propósito, planejado antes da queda de
Satanás, de fazer o homem à Sua própria imagem. Eles tinham operado juntos na
criação da Terra e de cada ser vivente sobre ela. E agora disse Deus a Seu
Filho: "Façamos o homem à nossa imagem." Gên. 1:26.
Ao sair Adão das mãos do Criador era de nobre estatura e perfeita simetria.
Tinha mais de duas vezes o tamanho dos homens que ora vivem sobre a Terra, e era
bem proporcionado. Suas formas eram perfeitas e cheias de beleza. Sua cútis não
era branca ou pálida, mas rosada, reluzindo com a rica coloração da saúde. Eva
não era tão alta quanto Adão. Sua cabeça alcançava pouco acima dos seus ombros.
Ela, também, era nobre, perfeita em simetria e cheia de beleza. Meditações
Matinais - Exaltai-o pg.47 / História da Redenção, págs. 20 e 21.
Satanás foi outrora um honrado anjo no Céu, o primeiro
depois de Cristo. Seu semblante, como o dos outros
anjos, era suave e exprimia felicidade. Sua testa era alta e larga,
demonstrando grande inteligência. Sua forma era perfeita, seu porte nobre e
majestoso. Mas quando Deus disse a Seu Filho: "Façamos o homem à
Nossa imagem" (Gên. 1:26), Satanás teve ciúmes de Jesus. Ele desejava
ser consultado sobre a formação do homem, e porque não o foi, encheu-se de
inveja, ciúmes e ódio. Ele desejou receber no Céu a mais alta honra depois de
Deus. Primeiros Escritos pg145
No próprio Céu foi quebrantada essa lei. O pecado
originou-se na busca dos próprios interesses. Lúcifer, o querubim cobridor, desejou
ser o primeiro no Céu. Procurou dominar os seres celestes, afastá-los
de seu Criador, e receber-lhes, ele próprio, as homenagens. O Desejado de Todas
as Nações pg.21
O pecado originou-se com aquele que, abaixo de Cristo,
fora o mais honrado por Deus, e o mais elevado
em poder e glória entre os habitantes do Céu. Lúcifer, "filho da
alva", era o primeiro dos querubins cobridores, santo,
incontaminado. Permanecia na presença do grande Criador, e os incessantes
raios de glória que cercavam o eterno Deus, repousavam sobre ele.
Patriarcas e Profetas pg.35 / Meditações Matinais - Cristo Triunfante pg.9
Em vez de procurar fazer com que Deus fosse supremo nas
afeições e lealdade de Suas criaturas, era o esforço de Lúcifer conquistar para
si o seu serviço e homenagem. E, cobiçando a honra que o infinito Pai
conferira a Seu Filho, este príncipe dos anjos aspirou ao poder cujo uso
era prerrogativa de Cristo, unicamente. O Grande Conflito pg.494
Não contente com sua posição, embora fosse mais honrado
do que a hoste celestial, arriscou-se a cobiçar a homenagem devida unicamente
ao Criador. Em vez de procurar fazer com que Deus fosse o alvo supremo das
afeições e fidelidade de todos os seres criados, consistiu o seu esforço em
obter para si o serviço e lealdade deles. E, cobiçando a glória que o
infinito Pai conferira a Seu Filho, este príncipe dos anjos aspirou ao
poder que era a prerrogativa de Cristo apenas. Patriarcas e Profetas pg.35
Contudo, o Filho de Deus era mais exaltado do que ele,
sendo um em poder e autoridade com o Pai. Partilhava dos conselhos do Pai,
enquanto Lúcifer não penetrava assim nos propósitos de Deus. "Por
que", perguntava este poderoso anjo, "deveria Cristo ter a primazia? Por
que é Ele mais honrado do que Lúcifer?" Patriarcas e Profetas pg.37
As elevadas honras conferidas a Lúcifer não eram
apreciadas como um dom de Deus, e não despertavam gratidão para com o Criador.
Ele se gloriava em seu resplendor e exaltação, e almejava ser igual a Deus. Era
amado e reverenciado pela hoste celestial. Anjos deleitavam-se em executar suas
ordens, e, mais que todos eles, estava revestido de sabedoria e glória. Todavia,
o Filho de Deus era o reconhecido Soberano do Céu, igual ao Pai em poder e
autoridade. Em todos os conselhos de Deus, Cristo tomava parte,
enquanto a Lúcifer não era assim permitido entrar em conhecimento dos
propósitos divinos. "Por que", perguntava o poderoso anjo,
"deveria Cristo ter a supremacia? Por que é Ele desta maneira mais
honrado do que Lúcifer?" O Grande Conflito, pág. 495.
Satanás, que tinha sido um honrado anjo no Céu,
ambicionava honras mais exaltadas do que as que Deus dera a Seu Filho.
Ele se tornou ciumento de Cristo, e afirmou aos anjos, que o honraram como querubim
cobridor, que não lhe era conferida a honra que sua posição demandava.
Meditações Matinais - No deserto da tentação pg.11,12
Lúcifer estava invejoso e enciumado de Jesus Cristo.
Todavia, quando todos os anjos se curvaram ante Jesus reconhecendo Sua
supremacia e alta autoridade e direito de governar, ele curvou-se com eles, mas
seu coração estava cheio de inveja e rancor. Cristo tinha sido introduzido
no especial conselho de Deus, na consideração de Seus planos, enquanto Lúcifer
não participara deles. Ele não compreendia, nem lhe fora permitido
conhecer, os propósitos de Deus. Mas Cristo era reconhecido como o soberano
do Céu; Seu poder e autoridade eram os mesmos de Deus. Lúcifer pensou em si
mesmo como o favorito entre os anjos no Céu. Tinha sido grandemente exaltado,
mas isto não despertou nele louvor e gratidão ao seu Criador. Aspirava à altura
do próprio Deus. Gloriava-se na sua altivez. Sabia que era honrado pelos anjos.
Tinha uma missão especial a executar. Tinha estado perto do grande Criador e
o resplendor incessante da gloriosa luz que cercava o eterno Deus tinha
brilhado especialmente sobre ele. Pensava como os anjos tinham obedecido a
seu comando com grande entusiasmo. Não era seu vestuário belo e
brilhante? Por que devia Cristo ser assim honrado acima dele? História
da Redenção pg.14
Satanás tem grandes vantagens. Ele possuía o admirável
intelecto de um anjo, do qual poucos formam uma idéia exata. Satanás estava
cônscio de seu poder, do contrário não se teria empenhado em uma luta com o poderoso
Deus, o eterno Pai, e com o Príncipe da Paz. Satanás observa
atentamente os acontecimentos, e quando encontra alguém que possua um espírito
especialmente forte de oposição à verdade de Deus, ele lhe revelará mesmo
acontecimentos ainda não cumpridos, a fim de poder mais firmemente assegurar um
lugar em seu coração. Aquele que não hesitou em enfrentar um conflito com quem
mantém em Seu poder a criação, tem malignidade para perseguir e enganar. Ele
segura os mortais em suas redes nos dias de hoje. Não perdeu, em sua
experiência de quase seis mil anos, coisa alguma de sua habilidade e astúcia.
Durante todo este tempo, tem sido atento observador de tudo quanto diz respeito
a nossa raça. Testemunhos Seletos vol 1 pg.217
Ele se tornou ciumento de Cristo,
e afirmou aos anjos, que o honraram como querubim cobridor, que não lhe era
conferida a honra que sua posição demandava.
Afirmava que deveria ser exaltado com a mesma honra de Cristo.
Satanás obteve simpatizantes. Anjos no Céu ajuntaram-se a ele em sua rebelião e
caíram, com seu líder, da mais alta e santa posição e foram, conseqüentemente,
expulsos do Céu juntamente com ele. No Deserto da Tentação pg.12
Cristo Se ocupara nas cortes celestiais em convencer a
Satanás de seu terrível erro, até que finalmente
o maligno e seus simpatizantes se encontraram em rebelião aberta contra o
próprio Deus. Então ele reivindicou o direito de assumir uma posição
superior à de Cristo como querubim cobridor. Meditações Matinais - Este
Dias com Deus pg.254
O que significa a falta de obedecer-Lhe é visto na
história de Satanás, o qual, por sua desobediência, foi expulso do Céu. Os
maiores talentos e os mais elevados dons que poderiam ser outorgados a um ser
criado foram conferidos a Lúcifer, o querubim cobridor. Antes de
sua queda, ele era um ser glorioso que ocupava a posição mais próxima da de
Cristo, mas ele ambicionou ser igual a Deus, trazendo sobre si mesmo
irreparável ruína. Meditações Matinais - Este Dias com Deus pg.285
O pecado originou-se
na busca dos próprios interesses. Lúcifer, o querubim cobridor, desejou ser o
primeiro no Céu.
Procurou dominar os seres celestes, afastá-los de seu Criador, e receber-lhes,
ele próprio, as homenagens. Portanto, apresentou falsamente a Deus,
atribuindo-Lhe o desejo de exaltação própria. Tentou revestir o amorável
Criador com suas próprias más características. O Desejado de Todas as Nações, págs. 21 e 22. / Meditações Matinais –
Fé pela qual Eu Vivo pg.68
Vimos nestes textos que Satanás cobiçou a glória e a
posição que o infinito Pai conferira a Seu Filho e se colocou em oposição a
ambos. Dessa forma, Deus teve de tomar providências. Veja que Ellen Gold White
(EGW) nos diz:
O Rei do Universo convocou os exércitos celestiais
perante Ele, para, em sua presença, apresentar a verdadeira posição de Seu
Filho, e mostrar a relação que Este mantinha para com todos os seres criados.
O Filho de Deus partilhava do trono do Pai, e a glória do Ser eterno,
existente por Si mesmo, rodeava a ambos. Em redor do trono
reuniam-se os santos anjos, em uma multidão vasta, inumerável -
"milhões de milhões, e milhares de milhares" (Apoc. 5:11), estando
os mais exaltados anjos, como ministros e súditos, a regozijar-se na luz
que, da presença da Divindade, caía sobre eles. Perante os
habitantes do Céu, reunidos, o Rei declarou que ninguém, a não ser Cristo,
o Unigênito de Deus, poderia penetrar inteiramente em Seus propósitos, e a
Ele foi confiado executar os poderosos conselhos de Sua vontade. O Filho de
Deus executara a vontade do Pai na criação de todos os exércitos do Céu; e
a Ele, bem como a Deus, eram devidas as homenagens e fidelidade daqueles.
Cristo ia ainda exercer o poder divino na criação da Terra e de seus
habitantes. Em tudo isto, porém, não procuraria poder ou exaltação para Si
mesmo, contrários ao plano de Deus, mas exaltaria a glória do Pai, e executaria
Seus propósitos de beneficência e amor. Patriarcas e Profetas pg.36
“Deus informou a Satanás que apenas a Seu Filho
Ele revelaria Seus propósitos secretos, e que requeria de toda a família
celestial, mesmo Satanás, que lhe rendessem implícita e inquestionável
obediência; mas que ele (Satanás), tinha provado ser indigno de ter um lugar no
Céu.” História da Redenção pg. 18
Deus ao convocar os exércitos celestiais perante Ele,
apresentando a verdadeira posição de Seu Filho, não estava declarando pela
primeira vez a obediência que todos os seres criados deviam para com Seu Filho,
esta obediência já era conhecida pelos anjos de Deus, foi Lúcifer que cegou os
anjos com seu engano. Veja o que nos diz EGW
Não tinha havido mudança alguma na posição ou
autoridade de Cristo. A inveja e falsa
representação de Lúcifer, bem como sua pretensão à igualdade com Cristo,
tornaram necessária uma declaração a respeito da verdadeira posição do Filho de
Deus; mas esta havia sido a mesma desde o princípio. Muitos
dos anjos, contudo, ficaram cegos pelos enganos de Lúcifer. Patriarcas e
Profetas pg.38.
Afirmar (como alguns o fazem), portanto, que os anjos
desconheciam a autoridade de Cristo, é uma falácia.
Hierarquia Após o Pecado
Os textos que seguem visam mostrar que o anjo Gabriel tem
hoje a posição que era conferida a Satanás, isto é, tendo a posição abaixo do
filho de Deus. Não tendo o direito de ser adorado, como Satanás o pretendia.
Gabriel é o anjo que está mais próximo ao trono de Deus e está ligado
intimamente ao filho de Deus. Veja os Textos :
As palavras do anjo: "Eu sou Gabriel, que assisto
diante de Deus", mostram que ocupa posição de elevada honra, nas cortes
celestiais. Quando viera com uma mensagem para
Daniel, dissera: "Ninguém há que se esforce comigo contra aqueles, a não
ser Miguel [Cristo], vosso príncipe." Dan. 10:21. De Gabriel,
diz o Salvador em Apocalipse: "Pelo Seu anjo as enviou, e as notificou a
João Seu servo." Apoc. 1:1. E a João o anjo declarou: "Eu sou
conservo teu e de teus irmãos, os profetas." Apoc. 22:9. Maravilhoso
pensamento - que o anjo que ocupa, em honra, o lugar logo abaixo do Filho
de Deus, é o escolhido para revelar os desígnios de Deus a homens pecadores.
O Desejado de Todas as Nações pgs.97-99 / A Verdade Sobre os Anjos pg.152,153
De Gabriel, diz o
Salvador em Apocalipse: "Pelo Seu anjo as enviou e as notificou a João,
Seu servo." Apoc. 1:1.
E a João o anjo declarou: "Eu sou conservo teu e de teus irmãos, os
profetas." Apoc. 22:9. Maravilhoso pensamento - que o anjo que
ocupa, em honra, o lugar logo abaixo do Filho de Deus, é o escolhido para
revelar os desígnios de Deus a homens pecadores. O Desejado de Todas as
Nações, pág. 99. / A Verdade sobre os Anjos pg.241
Foi Gabriel, o anjo que ocupa a posição
imediata ao Filho de Deus, que veio com a
divina mensagem a Daniel. Foi Gabriel "Seu anjo", que Cristo
enviou a revelar o futuro ao amado João; e é proferida uma bênção sobre os que
lêem e ouvem as palavras da profecia, e observam as coisas ali escritas. Apoc.
1:3. O Desejado de Todas as Nações pg.234
A Bíblia nos mostra que em várias ocasiões da história da
igreja Gabriel foi enviado por Deus para comunicar os desígnios do Altíssimo e
do Seu Amado Filho. Quando Cristo estava preste a dar sua vida para nossa
salvação, Gabriel foi enviado do Céu para fortalecer o nosso Salvador , veja os
textos:
Na crise suprema, quando coração e alma se rompiam sob o
fardo do pecado [do mundo], Gabriel é enviado para fortalecê-Lo.
E enquanto o anjo ampara Seu desfalecido corpo, Cristo apanha o amargo cálice e
consente em beber-lhe o conteúdo. Diante do Sofredor surge o lamento de um
mundo perdido, e dos lábios manchados de sangue brotam as palavras: "Se a
raça caída deve perecer, a menos que Eu beba este cálice, faça-se a Tua
vontade, e não a Minha." ...Meditações Matinais – Cristo Triunfante pg.266
Na crise suprema, quando coração e alma se rompem sob o
fardo do pecado, Gabriel é enviado para fortalecer o divino Sofredor,
animando-O a prosseguir no caminho manchado de sangue.
Signs of the Times, 9 de dezembro de 1897.A Verdade sobre os Anjos pg.195
Nessa horrível crise, quando tudo estava em jogo, quando
o misterioso cálice tremia nas mãos do Sofredor, abriu-se o Céu, surgiu uma luz
por entre a tempestuosa treva da hora da crise, e o poderoso anjo que se
acha na presença de Deus, ocupando a posição da qual Satanás caíra, veio para
junto de Cristo. O anjo não veio para tomar-Lhe o cálice das mãos, mas
para fortalecê-Lo a fim de que o bebesse, com a certeza do amor do Pai. ... A
Verdade sobre os Anjos pg.195
Nessa horrível crise, quando tudo estava em jogo, quando
o misterioso cálice tremia nas mãos do Sofredor, abriu-se o Céu, surgiu uma luz
por entre a tempestuosa treva da hora da crise, e o poderoso anjo que se
acha na presença de Deus, ocupando a posição da qual Satanás caíra, veio para
junto de Cristo. O anjo não veio para tomar-Lhe o cálice das mãos, mas para
fortalecê-Lo a fim de que o bebesse, com a certeza do amor do Pai. Veio para
dar força ao divino-humano Suplicante. O Desejado de Todas as Nações pg.693
Não há dúvidas que Gabriel ocupa a posição abaixo de
Cristo (posição que foi ocupada por Lúcifer) e está ligado pelos mais íntimos
laços ao Filho de Deus.